sexta-feira, 11 de julho de 2014

Pão de queijo - simples e gostoso

Esse post é especialmente para as meninas da Curves que pediram a receita do pão de queijo da nossa festa junina. Essa receita é da chef Carla Pernambuco. Já a fiz várias vezes e sempre dá certo. Ele fica macio por dentro e com casquinha crocante por fora.



Ingredientes:

500gr de polvilho AZEDO 
100 ml. de água morna
180 ml. de leite
80 ml. de óleo
2 ovos
250 gr. de queijo minas meia cura - ralado grosso.  A receita original da chef  pede queijo curado, mas sempre fiz com o meia cura e fica muito bom. Na verdade eu nunca encontrei esse queijo curado, por isso fiz a primeira vez com o meia cura e deu certo. Esse queijo meia cura encontra-se facilmente na feira ou em casas do norte.
1 colher (de café) de sal.

Preparo:

Coloque o polvilho em um recipiente e o escalde com a água morna. Mexa bem a água com o polvilho até que se desmanche as "bolinhas" que vai formar. Desfaça as "bolinhas" com as pontas dos dedos mesmo. A receita original sugere que passe essa mistura no processador, mas eu nunca fiz, sempre misturei tudo com a mão mesmo).

Reserve o polvilho.

Em uma panela, mistura o leite, o óleo e o sal. Leve ao fogo e deixe ferver.

Quando a mistura ferver, junte ao polvilho. 

Mexa um pouco.

Depois acrescente os ovos inteiros (levemente batidos) mexa mais um pouco.

Por fim junte o queijo ralado e misture bem.

A massa vai começar a se soltar da mão. 

Faça bolinhas e leve ao forno até dourar (uns 40 a 50 minutos). Ou congele as bolinhas e asse-as quando for servir. Eu sempre unto a assadeira com um pouco de óleo, para não grudar.

Essa receita rende uns 60 pãezinhos. 

DICA: Para as bolinhas ficarem mais ou menos do mesmo tamanho eu pego parte da massa, faço tipo uma "cobrinha" - como na foto - e vou cortando as porções com a faca, desse modo fica mais fácil visualizar.

Beijinhos...



terça-feira, 17 de junho de 2014

Entrevista de emprego



E quando você se dá conta a chamada “entrevista de emprego”, que deveria avaliar sua qualificação e perfil profissional, se transforma em uma profunda discussão sobre seu sistema reprodutor. Aí você pensa: “Puxa! Estou falando sobre meus óvulos com um completo estranho! Vontade de sair correndo daqui!”.
Acredito sinceramente que uma pessoa a procura de um trabalho não está ali para discutir assuntos que só cabem a ela e ao seu par.

Por que tanta preocupação? Pois  se caso a candidata de risco – acredito que é assim que o RH denomina as candidatas à vaga que são casadas – tornar-se uma gestante o empregador nada terá de pagar, e sim o INSS. Nada mais justo, o imposto é descontado todo mês em nossa folha de pagamento para isso mesmo, certo? Oras, se um funcionário (seja homem, seja mulher) sofre um acidente ou fica enfermo, provavelmente sua licença será igual ou superior a quatro míseros meses. O risco de a empresa ficar sem o funcionário é o mesmo. Fico imaginando qual será o próximo passo nas entrevistas? Perguntar se há casos de câncer ou infarto na família? Diabetes? Pressão alta? Como morreram seus avós?

Outro ponto intrigante é que esse tipo de questão pessoal apenas entra em pauta na entrevista quando o entrevistador é – pasmem! – um ser humano do sexo feminino. Digo isso com base em minhas muitas tentativas frustradas de colocação profissional. E essa mesma mulher é aquela que tem filhos - e até netos – e deveria saber mais do que ninguém que é perfeitamente possível exercer um bom trabalho e ter uma família. Afinal, não seria ela mesma esse exemplo? Tudo isso sem mencionar o fato de que qualquer mulher que a empresa venha a contratar, dos 16 aos 45 anos, casada, solteira ou divorciada, trará consigo um útero e dois ovários e estará suscetível a uma gestação.

Em várias entrevistas que fiz nos últimos anos pude perceber como é claro tudo isso que escrevi, como é óbvio o não favorecimento das casadas sem filhos nos processos seletivos e como é desgastante ouvir sempre a mesma pergunta de âmbito íntimo e pessoal.


Por fim, fica aqui minha indignação com tamanha falta de respeito e até machismo dessas medíocres criaturas que não conseguem enxergar nada além de estereótipos, preconceitos e opiniões pré-fabricadas ao julgar se um profissional  é adequado ou não para uma determinada vaga.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"Me dá uma dica..."


O que mais incomoda quando um conhecido lhe pede uma “dica” de decoração vai além do fato dele não dar o mínimo valor ao seu conhecimento e formação, pois ele não vai seguir sua breve orientação, vai fazer as coisas do jeito que lhe vier à cabeça e depois de tudo pronto  vai te chamar na casa dele – ou enviar uma foto  -  e perguntar: “O que você achou da reforma que eu fiz?”. 



Nesse momento, você respira , pensa e se vê envolvido num grande dilema: “diz a verdade - e perde o contato dessa pessoa pra sempre - ou mente – e joga no ralo sua crença e dignidade profissional - e o mantém  no seu ciclo social?”



Primeiramente, não existe “dica”, existe projeto. E quando se fala em projeto, se fala em levantamento de dados, estudo preliminar, anteprojeto, projeto executivo e  projeto legal – quando se aplica. Significa estudar, pesquisar e planejar o que será feito para atender as necessidades e recursos do cliente. Esse é o trabalho do arquiteto ou designer de interiores.


Só é possível acertar uma “dica” quando se tem projeto !

Resumindo: Projeto é uma soma muito simples onde agregamos  tempo + aplicação de técnicas + conhecimentos adquiridos ao longo de penosos e mínimos 5 anos de estudo + experiência + trabalho. Somatória essa que se resultar em qualquer coisa que não seja remuneração, estará incorreta.







terça-feira, 4 de junho de 2013

Luminária nova baratinha e muito fácil de fazer.

 

Já tinha visto várias parecidas com essa na internet e sempre tive vontade de tentar fazer.
Bem, você vai precisar de:
 
1 bola (dessas baratinhas pra poder furar depois)
2 rolos de barbante
Cola branca
1 metro de cabo PP 2 vias (é esse cabo que liga a luminária ao teto, na Leroy paguei R$ 2,00 o metro)
1 soquete
1 peça pra tampar o "buraco" da laje. Para ter essa peça comprei o spot mais barato que encontrei (R$ 4,90 na Leroy)  e o desmontei.
 
A tinta é opcional, pode-se deixa-la na cor natural que também fica bonito. Nesse caso vale passar um verniz em spray, mas também não é tão necessário. Se for optar por pintar, aconselho a tinta spray para uso geral (que serve para pintar plástico), pois se for a esmalte sintético (indicada apenas para metais e madeiras) não vai fixar muito bem.
A tinta é o elemento mais caro desse trabalho (R$ 21,00 em média), porém usa-se muito pouco. Sobra muita tinta para realizar outros trabalhos.
 





O primeiro passo é passar cola no barbante e enrolá-lo na bola. Esse passo faz uma sujeira danada, mas vale a pena. Você pode encher uma mão de cola (sem dó) e ir desenrolando o barbante com a outra, enquanto vai enrolando-o na bola. O importante é que o barbante absorva bastante cola, pois é ela que vai deixa-lo firme quando secar. Não esqueça de deixar um espaço na trama de barbante por onde você vai colocar a lâmpada.
 
Depois de secar (deixe uns 2 dias secando), pode furar a bola que o barbante vai ficar no formato certinho. No meu caso, fui usar o secador de cabelo para dar uma "finalizada" na secagem, e acabou que a bola murchou com o calor do secador.
 
Depois é só montar: colocar a lâmpada no soquete, conectar o soquete no cabo e fixar o cabo no teto.
 
Não ficou uma graça???
 



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Capa de almofada. Super fácil. Não precisa de máquina!



Essas capinhas de almofadas deixa qualquer um orgulhoso, mas vou logo avisando que aquela sensação de "fui eu que fiz" é viciante. Você não vai querer parar de fazer. E tem mais: o melhor de tudo é que não precisa de máquina de costura, dá pra costurar na mão, pois não tem o menor problema se a costura não tiver certinha, ou seja, os minimamente habilidosos com a linha e agulha também conseguirão fazer, tenho certeza!

Você vai precisar de:

tecido;
tesoura;
régua;
caneta;
fita de cetim (para o acabamento)
cola universal (pode ser "super bonder" ou cola quente também);
agulha e linha;
grampeador (grampeador comum, desses de escritório mesmo, mas pode ser também alfinetes);
isqueiro; (aqui nesse caso pode ser fósforo ou até mesmo a boca do fogão, o que importa mesmo é o fogo para dar acabamento na fitinha de cetim.

A primeira coisa a fazer é ver qual o tamanho da sua almofada, e aí cortar um pedaço do tecido uns 5 cm maior, por exemplo, se sua almofada medir 40x40 cm você vai cortar um pedaço de tecido com 45x45 cm.


Reparem que eu cortei 2 quadrados. 1 quadrado tem 45x45 cm e o outro na verdade é um retângulo de 45 x 60 cm. Um pedaço tem que ser maior, pois eles vão se sobrepor, assim ó: 


No avesso do tecido você vai marcar com uma caneta o tamanho da almofada, no meu caso era 40x40 cm. Reparem na foto abaixo que risquei de caneta, pois aí é onde vou passar a costura posteriormente.





 Reparem na foto abaixo que cortei 2 pedaços de fita de cetim com 45 cm cada, ou seja do tamanho do meu quadrado de tecido. Essa fitinha eu vou usar para dar acabamento nas partes do tecido onde não vou costurar, pois eu vou precisar de um "buraco" que é por onde a almofada irá entrar. Como eu não tenho máquina a fitinha de cetim é uma ótima opção. Lembrando que precisamos desse acabamento pois se não o tecido vai desfiar. 




Para a fitinha não desfiar, basta queimar a pontinha dela com um isqueiro, como na foto abaixo. Parece complicado mas é super simples.


 Na foto abaixo usei o grampeador para prender as quatro pontas, para que o tecido não fique "deslisando". O grampo pode ser substituído por alfinetes, pois nós iremos retirá-los quando a costura estiver pronta




A fitinha vai fazer tipo um "sanduíche" onde o tecido fica no meio e de ambos os lados vou colar a fita. Como vou precisar dar esse acabamento nos 2 pedaços do tecido, então vou precisar de 4 fitinhas cortadas no tamanho de 45cm, ou seja são duas fitinhas pra cada pedaço do tecido.



Eu usei a cola universal, que cola muito bem tecido, mas você pode usar "super bonder" ou até cola quente. Essa cola universal custa menos de R$ 3,00 a bisnaga e você encontra em qualquer armarinho da Rua 25 de Março. Ela é muito boa de trabalhar, pois diferentemente do "super bonder" ela é super baratinha e demora um pouco mais pra secar o que nos dá tempo suficiente para ajustá-la exatamente onde queremos que fique antes de secar totalmente.


Agora vem a parte fácil: é só passar uma costura simples nas quatro bordas do tecido.


Quando terminar a costura, não esqueça de tirar os grampos ou os alfinetes.
 .


 Bem, agora é só desvirar o tecido e você vai ter a sua capinha personalizada. 





Apesar de ter vários passos, é super simples e rápido de fazer. Pra fazer 2 capinhas levei mais ou menos 1 hora e meia. Não é muito pra você ter uma capa linda, única, feita no maior capricho e combinando com o que você quiser. 

Com 1 metro de tecido dá pra fazer 3 almofadas de 45x45cm. e sobra um pedacinho.

E aí? Gostaram? Se tiverem dúvidas me perguntem que eu respondo.

Beijinhos....

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Sabe aquela Fórmica antiga? Então...


Já repararam como de tempos em tempos os móveis ficam ultrapassados, os ditos "fora de moda"?  E esses móveis estilo "Casas Bahia" que muitos odeiam, falam que não presta e tal, mas que está em todas as casas de pessoas normais, esses são os campeões em saírem de moda. Está claro que a durabilidade destes produtos não é alta, mas todo mundo acaba comprando, seja pelo preço acessível ou pela facilidade de pagamento.

Acontece que de tempos em tempos - eu diria uns 10 anos, que foi o tempo que eu tenho essa cômoda aí - esses móveis ficam ultrapassados, a Fórmica utilizada há 10 anos, já não é mais considerada bonita.  Pra quem não sabe Fórmica é a marca mais conhecida de um revestimento chamado laminado melamínico, o qual é utilizado em todos os móveis de lojas populares. A Fórmica, ou o laminado melamínico, é um revestimento de alta qualidade, super resistente, mas o que dá pouca durabilidade a esses móveis é o que está dentro desse revestimento. Normalmente esses móveis são feitos de aglomerado, que é uma chapa prensada formada por serragens que se unem através de uma resina sintética.




Mas voltando à cômoda: quando a comprei, essa Fórmica tipo marfim estava em alta. Era top de linha. Da mesma forma que há uns 15 ou 20 anos usavam-se muito o padrão Mogno. Eu me lembro que quando era criança, existia um padrão de Fórmica de Cerejeira, que era super top na época.

Hoje vejo diversos padrões de Fórmica sendo utilizados em móveis, nas vitrines de lojas boas e ruins, em marcenarias, e me pergunto: vão todos ficarem obsoletos daqui 10 anos? Os mesmos móveis que hoje achamos lindos, daqui um tempo acharemos horrorosos? Arrepiante pensar nisso!

Bem, achando essa cômoda horrorosa com essa madeira amarelona resolvi tentar pintá-la pra ver se ficaria bom, afinal o que eu tinha a perder? E não é que eu amei o resultado!

A tinta que eu usei foi a esmalte sintético a base de água com acabamento acetinado. Amei esse esmalte a base de água, pois seca rápido, não tem cheiro forte e é muito mais fácil de trabalhar e limpar os rolos depois. A desvantagem que percebi em comparação à tinta esmalte tradicional (a base de solvente químico) é que ela não adere muito bem, ou seja, mesmo lixando bem antes de pintar, qualquer encostadinha mais forte ela descasca um pouco. Por isso, vale a experiência, se fosse fazer hoje escolheria a tinta esmalte a base de solvente, pois tem maior aderência, porém tem cheiro forte e demora muuuuito pra secar. 

Pode ser também que ela não aderiu muito bem à Fórmica por ser de acabamento acetinado, talvez se fosse de acabamento brilhante aderisse melhor.


Bem, vamos aos passos:

A primeira coisa a fazer é lixar bem a superfície que você vai pintar, até tirar o brilho, sabe?
Como sempre, eu conto com uma ajuda mais que maravilhosa para o trabalho pesado.





Como ia trocar também os puxadores, tive que fazer um furo central na frente das gavetas.
Taí uma boa dica para renovar a cara de um móvelzinho, trocar os puxadores!

Ahhh, os furos do puxador antigo eu tampei com massa para madeira.





Pintei com um rolinho de espuma, mas essa tinta esmalte a base de água também pode ser usada com rolo de lã.




Não fiquem chocados, pois meu "atelier" também é minha lavanderia.Ou vice-versa.




E aí? Não ficou lindinha? É o meu mais novo mimo!





Depois de um tempo acrescentei papel contact nas laterais, o que a deixou ainda mais charmosa: